Mural





Diminuir letra Aumentar letra
20/03/2019

Emoção ou Razão - mudança para PORTUGAL

Emoção ou Razão - mudança para PORTUGAL

Emoção ou Razão?

Pela emoção, o coração, o sentimento mais profundo, ficaríamos aqui mesmo, perto dos nossos queridos, no país que nascemos e crescemos, onde certamente temos nossas raízes, mas...

 

razão nos fala de mudança, de busca por uma nova vida, mesmo no estágio atual das nossas, num lugar seguro e saudável, onde o empreendedor tem todas as oportunidades para dar certo, onde o povo dá sinais nítidos de boa educação, respeito às leis, um lugar, um país, onde não existem “lombadas” e talvez isso seja, em sentido figurado, a maior demonstração de civilidade, de respeito uns pelos outros, um lugar onde todos sabem como se portar diante de uma “rotatória” (lá chamada de “rotunda”), e por isso talvez existam tão poucos semáforos, e tão poucos engarrafamentos e acidentes, um lugar em que basta colocar um pé na faixa de pedestres (chamada “passadeira”) e todos os veículos param instantaneamente. Parece um sonho, mas não é, esse lugar existe, e falam por lá uma língua muito parecida com a nossa, esse lugar é PORTUGAL.

 

Particularmente, depois de 66 anos vividos no Brasil, até os 30 no Rio Grande do Sul, e o restante em São Paulo, onde fui empregado de dois grandes bancos e depois fundei uma empresa na área de tecnologia, nos últimos 10 anos experimentei a vida no meio rural, ou quase isso, e foi muito bom estar longe do burburinho da enorme São Paulo, sua vida agitada e insegura, poluída e aparentemente sem sentido, que era como eu percebia as coisas.

 

Afinal, foi aqui em Ibiúna, na região oeste do estado de São Paulo, num condomínio de chácaras, que encontrei a paz, a natureza exuberante, com seus inúmeros pássaros que me acordam todas as manhãs, as plantas de todos os tipos, portes, cores e aromas, que acabei, junto com minha esposa Ana Paula iniciando a criação de cães de uma raça especialíssima, que conhecemos no breve tempo que estivemos envolvidos com outra criação, a de cavalos.

 

O Australian Cattle Dog nos encantou à primeira vista, nos haras que visitávamos, e os víamos buscando os cavalos do pasto para colocá-los nas cocheiras, e depois ao sabermos de sua especial vocação e talento para empurrar o gado em grandes rebanhos, auxiliando os homens do campo, desde a Austrália até os rincões desse enorme Brasil, na sua tarefa diária de movimentar os bois.

 

Filhos criados, uma penca de netos, tudo muito bom e quase perfeito, não fosse o fato de tudo isso estar acontecendo num país chamado Brasil, que aparentemente não tem a cura dos seus males como prioridade, e onde a insegurança e outros problemas como a baixíssima educação das crianças (e da maioria dos adultos também), uma saúde pública lamentável, e tantos outros que somente crescem com o passar do tempo. Um país que não respeita seus idosos, seus pequenos, e onde a desonestidade virou até motivo de orgulho para muitos; um lugar onde a hipocrisia é a tônica e as soluções nunca vem.

 

Pois bem, cansei (cansamos)!

 

Não tenho mais idade para esperar por longos anos (gerações, quem sabe), que é o mínimo de tempo que imagino para o Brasil evoluir nas questões mais primordiais, e, por isso, decidimos ir embora, mudarmos para Portugal, terra onde os antepassados de minha esposa tem origem, a história é rica, o povo tem outro nível de educação e há segurança e respeito pelo cidadão.

 

Em recente viagem àquele país confirmamos nossa vontade que se tornou, então, decisão.

 

Vamos embora, será só uma questão de tempo, pouco espero.

 

E o Canil HLP, concebido e construído com nosso suor e lágrimas? E tudo o que aprendemos sem praticamente nenhum exemplo a seguir, todo o trabalho para selecionar o que de melhor poderíamos ter por essas terras, e inclusive buscar sangue novo no exterior? Nada será perdido porque o conhecimento é um dos maiores patrimônios do ser humano, e esse ninguém pode roubar.

 

Checamos junto ao KCAB (Kennel Club de Atibaia e Bragança Paulista (nosso clube), e será possível transferir o canil para lá, onde soubemos, em recente visita ao Clube Português de Canicultura, em Lisboa, que não existe nenhum criador da raça ACD no país.

 

Ainda não sabemos quantos cães do nosso plantel conseguiremos levar, e talvez alguns fiquem no Brasil com parceiros especiais ou sejam vendidos.

 

O mais importante, e que determinará nossa imediata mudança, será a venda da nossa propriedade em Ibiúna, o que estamos fazendo em condições muito especiais e atrativas.

 

Guilherme







Compartilhe:




Voltar Imprimir Todas as notícias Topo da página